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Combustíveis sob pressão: EUA lideram subida de preços no G7 após conflito com o Irão

Preços dos combustíveis nos Estados Unidos sobem a um ritmo superior ao registado nas restantes economias do G7 após guerra com o Irão, representando um golpe para os consumidores americanos e perturbando os esforços de Trump controlar a inflação

Os americanos estão a gastar mais para abastecer os seus carros. O Marketwatch noticiava, a 2 de maio que encher o veículo mais vendido dos Estados Unidos, a picape F-150 já custa 160 dólares.

Os preços dos combustíveis nos Estados Unidos sobem a um ritmo superior ao registado nas restantes economias do G7 após guerra com o Irão, representando um golpe para os consumidores americanos e perturbando os esforços de Trump controlar a inflação, diz o Finantial Times.

O G7 é o grupo que reúne algumas das principais economias industrializadas e é composto pelos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão. Entre estes países, o mercado norte-americano destaca-se pela maior sensibilidade às oscilações do preço do petróleo, uma vez que a carga fiscal sobre os combustíveis é significativamente inferior à europeia.

Segundo o Finantial Times, citando o JP Morgan, desde o início do conflito, o preço da gasolina aumentou cerca de 42% nos EUA desde o final de fevereiro, ultrapassando largamente as subidas verificadas noutros países do grupo. No Canadá, os preços terão subido 24%, enquanto no Reino Unido o aumento ronda os 19%. Já em Itália, a variação foi mais contida, ficando abaixo dos 5%.

Segundo a Reuters, os analistas alertam que os preços da gasolina poderão continuar a subir se o custo do petróleo bruto — utilizado para produzir o combustível — continuar a aumentar. As recentes subidas têm comprimido as margens de lucro, sobretudo ao nível do retalho.

Dados de plataformas como a GlobalPetrolPrices e da associação automóvel norte-americana AAA, também citados por vários meios internacionais, indicam que o preço médio da gasolina nos EUA atingiu recentemente níveis próximos dos máximos registados em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Ainda assim, em termos absolutos, os consumidores norte-americanos continuam a pagar menos por litro do que os europeus.

Porém, os países mais afetados, segundo a JP Morgan, de 23 de fevereiro a 27 de abril foram Myanmar com quase 100% Paquistão e Malásia com 50% e Filipinas com 49% e em quarto lugar surgem os EUA com 42% como mostra o gráfico abaixo citado pelo Marketwatch . Portugal ronda os 15% atrás da Suíça, Países Baixos, Turquia, México, Brasil, Itália, Polónia, Espanha, Rússia e Índia, que quase não mexeu o ponteiro.

Especialistas ouvidos pelo Financial Times sublinham que, ao contrário de vários países europeus  que têm recorrido a cortes de impostos ou subsídios, nos Estados Unidos o impacto da subida do crude é mais diretamente sentido pelos consumidores. A par disso, o aumento das exportações energéticas norte-americanas para a Ásia estará a contribuir para a redução das reservas internas, pressionando os preços em alta.

Outras análises de mercado, nomeadamente de entidades como a Agência Internacional de Energia, têm igualmente alertado para o efeito global das tensões no Médio Oriente, sobretudo nas regiões mais dependentes das rotas energéticas da zona.

A Reuters afirma que “os automobilistas em todo o país têm sentido o impacto, à medida que os custos energéticos disparam devido ao conflito no Médio Oriente, que tem perturbado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma via crucial por onde passa cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo e gás”.

A subida dos preços surge num momento sensível para a economia norte-americana, ameaçando comprometer a presidência de Trump antes das eleições intercalares de novembro.

O tema ganha também dimensão política, numa altura em que o controlo da inflação permanece no centro do debate público.

Apesar da escalada recente, as grandes petrolíferas têm mantido os seus planos de produção, e não pretendem aumentar a produção, o que poderá limitar uma resposta rápida do lado da oferta.

Caixa: Preços vistos à lupa

De acordo com  novos dados da Administração de Informação Energética  (EIA), procura por gasolina aumentou na semana passada, passando de 9,05 milhões de barris por dia para 9,10 milhões. A oferta total de gasolina no mercado interno diminuiu de 228,4 milhões de barris para 222,3 milhões. A produção de gasolina também diminuiu na semana passada, com uma média de 9,8 milhões de barris por dia.

Gás

Os 10  mercados com a gasolina mais cara  do país são:

Califórnia (US$ 6,01), Havaí (US$ 5,64), Washington (US$ 5,57), Oregon (US$ 5,15), Nevada (US$ 5,12), Alasca (US$ 4,92), Arizona (US$ 4,67), Illinois (US$ 4,66), Michigan (US$ 4,58) e Ohio (US$ 4,46).

Os 10 mercados com gasolina mais barata do país são:

Oklahoma (US$ 3,70), Kansas (US$ 3,75), Geórgia (US$ 3,75), Mississippi (US$ 3,77), Arkansas (US$ 3,79), Louisiana (US$ 3,80), Missouri (US$ 3,83), Dakota do Norte (US$ 3,84), Texas (US$ 3,85) e Alabama (US$ 3,86).

Elétrico

Os 10 estados mais caros  do país  para carregamento público por quilowatt-hora são:

Virgínia Ocidental (53 centavos), Havaí (51 centavos), Alasca (50 centavos), Louisiana (47 centavos), Nova Hampshire (47 centavos), Califórnia (46 centavos), Carolina do Sul (46 centavos), Nova Jersey (45 centavos), Arkansas (44 centavos) e Illinois (44 centavos).

Os 10 estados com o custo mais baixo por quilowatt-hora para carregamento público de veículos elétricos nos Estados Unidos são:

Kansas (29 centavos), Missouri (31 centavos), Utah (32 centavos), Maryland (33 centavos), Nebraska (33 centavos), Iowa (34 centavos), Dakota do Sul (35 centavos), Vermont (35 centavos), Novo México (36 centavos) e Delaware (37 centavos).

Fonte:AAA