O azeite Gallo começou a “cantar” em 1860. A explicação para o nome vem de uma história contada pela família: Victor Guedes, filho, relatava que o pai se terá inspirado no canto de um galo, ouvido pela manhã ao abrir a janela, para batizar o produto. Como era de origem espanhola, registou a marca com duas letras “L” em 1919. Nascia assim, em Abrantes, a marca portuguesa de bens de consumo com maior penetração no Brasil e no mundo. “Chega a 34 milhões de lares, segundo dados da Kantar Worldpanel”, afirma, orgulhoso Pedro Gonçalves, diretor de marketing global da Gallo, acrescentando: “Por detrás deste percurso de sucesso estão duas gerações de administradores visionários — Victor Guedes, pai e filho — a par da família Soares dos Santos.”
Atualmente, a marca senta-se à mesa de 60 países, sendo que o Brasil representa 65% do negócio do azeite Gallo. “Vende-se três vezes mais do que em Portugal e, em 2025, faturou acima dos 200 milhões de euros.” Atualmente, a marca é líder de mercado no Brasil com mais de 30% de quota de mercado, segundo a Nielsen “Vendemos 56 milhões de garrafas por ano”, conta Pedro Gonçalves.
Trata-se de uma categoria com grande potencial de crescimento, uma vez que apenas 50% dos lares brasileiros têm azeite em casa, e apenas dois em cada dez, ou seja, 20% cozinham com óleo de oliveira”, revela, adiantando ainda que em Portugal, o consumo anual é de 10 litros por lar, enquanto no Brasil, se situa nos 1,7 litros. No entanto, 70 milhões de brasileiros já consomem azeite Gallo.
Por ser o quarto maior consumidor de azeite no mundo, e também devido ao seu enorme potencial de crescimento, o diretor de marketing global da marca, diz que o mercado tem vindo a ser disputado por outras marcas portuguesas, como a Andorinha, que já ocupa a segunda posição no ranking, bem como tem atraído os olhares de grandes produtores e grupos industriais europeus, argentinos e chilenos.
“Há de fato um enorme potencial neste mercado, mas é fundamental educar o consumidor, sobretudo devido à forte concorrência dos óleos de soja e de milho”, explica. Além disso, o preço do azeite é mais caro no Brasil; 500 ml custam cerca de seis euros. Este valor deve-se sobretudo aos custos de transporte e às tarifas, que deverão diminuir com o acordo do Mercosul. Ainda assim, a marca tem vindo a investir uma média de cinco milhões de euros nesta vertente educativa. “Contratámos duas chefs brasileiras conceituadas, Renata Vanzetto e Paola Carrosela para demonstrar como o azeite pode ser utilizado na culinária”, conta.
Azeite Gallo Brasil vale três vezes mais do que o mercado português
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O azeite Gallo é líder no Brasil com uma quota de 32%, representando 65% do volume de negócios. Em 2025, faturou 200 milhões de euros e conquistou 70 milhões de consumidores brasileiros. Criou ainda uma marca institucional, a Casa Gallo, para chegar a novos mercados.